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Prazo de validade

27.10.15
fotografia Vitorino Coragem
Amanhã faço 42 anos.
Decidi, quando o meu filho Raul nasceu, que esta seria a minha idade limite para ter mais filhos, ou acontecia antes ou não acontecia, portanto o meu "projecto Rosa" não passará disso mesmo.
Gostava de ter tido mais um filho, não pelo número - não acho que cinco seja melhor que quatro, tal como também não acho quatro melhor que cinco - nunca pensei nisso, a vida tem vindo a acontecer e, da mesma forma que decidimos ter este filho que já faz três anos decidimos agora não ter mais nenhum.
Eu lamento, tenho pena de não viver mais uma gravidez, de não voltar a amamentar, de não ter mais nenhum bebé pequenino. 
Também gostava que o mini rapaz tivesse um mano ou mana com idade próxima com quem pudesse partilhar, de forma mais par, a vida.
As razões são muitas, desde coisas práticas como o tamanho da casa ou até mesmo o número de lugares no carro a outras, como a qualidade de vida que temos com este filho e as oportunidades que poderemos viver com ele e que nunca fizemos com o "pacote" das 3 irmãs. Este tipo de decisões deve ser tomada a dois e neste caso tem 70% de peso de um lado, 30% do outro, não é preciso dizer qual o meu prato da balança... a verdade é que confio muito no meu companheiro, no pai dos meus filhos, ele é a pessoa mais sensata que conheço e sei que ele está certo.

Sinto-me muito feliz e realizada como mulher e preenchida com os filhos que tenho mas ficarei sempre com pena de não ter concretizado este meu desejo.
Sei que poucos me compreendem mas também não é o que procuro.
A idade é tramada, não gosto deste prazo de validade que nós mulheres temos, chateia-me mesmo que haja esta limitação mas já aceito de forma pacifica este facto e tento arrumar esta questão na minha cabeça.
Este foi só mesmo um desabafo, uma partilha e também um marco, desde o momento que aqui fica escrito tem um peso maior.
Se eu não cumprir com o que aqui escrevi, podem-me atirar ovos e tomates e chamar uma troca tintas!
Obrigada pela visita e por me lerem.
Alexandra





(Parte d)O que me vai na alma...

12.6.15

Fotografia Vitorino Coragem
-  O fim do ano letivo está-se a revelar muito desgastante este ano;
- Ando a fazer muito mais e a partilhar muito menos, é uma fase necessária;
- O nosso novo projeto é maravilhoso e tenho aprendido muito neste caminho que estamos a percorrer;
- A tolerância é uma ferramenta preciosa na minha vida;
- Uma ação vale mais que mil palavras, é assim para todos e muito mais para os nossos filhos;
- Custa-me que o Nuno Rafael tenha tanto trabalho fora de casa, passar tanto tempo sozinha é duro mas como a minha avó dizia "Tu é que escolheste filha..." - Aceito e faço o melhor que consigo;
- Estou cada dia que passa mais apaixonada pelo meu filho mais novo, é um menino mesmo maravilhoso: Sou, provavelmente, a mãe mais babada do mundo;
- Sinto-me grata e feliz com as oportunidades que tenho tido neste meu novo percurso "por minha conta";
- Quero uma gata bebé cá para casa (pode ser que me ajude a deixar de pensar em ter mais um filho);
- Não temos planos para este verão e isso está-me a deixar ansiosa.

Bom fim de semana e obrigada pela visita!

Mãe de quatro | OVO

13.5.15
A convite da Marta, do blog OVO, escrevi sobre ser mãe de 4...

Quatro.
Tenho quatro filhos.
Fui mãe pela primeira vez aos 26 anos e senti que tinha descoberto o (meu) "sentido da vida". 
Fui uma mãe apaixonada, dedicada, concentrada, desenrascada, orgulhosa e um tanto ou quanto obcecada...
No dia em que a minha filha mais crescida fez dois anos soube que, passados seis meses, ela iria ter duas irmãs.
As certezas todas que tinha construído nestes dois anos e meio de mãe de filha única desapareceram com a chegada das novas bebés.
Tive de me reconstruir como mãe, a mãe que eu era não servia este novo papel. 
Ser mãe de gémeos é muito diferente de ser mãe de um filho só, eu tive muita dificuldade em fazer as adaptações necessárias...
Ter dois bebés pequeninos fez-me sentir que não era suficiente, tantas vezes chorei a olhar para elas por sentir que não as podia conhecer com a mesma verdade que se tivessem nascido uma de cada vez.
Para mim esta foi sempre a maior dificuldade, muito maior do que o "trabalho" que deram.
Percebi isto com clareza quando voltei a ser mãe de um bebé só, dez anos depois.
Voltei a ser mãe, do meu quarto filho, aos 38 anos. Uma gravidez muito desejada e vivida com grande disponibilidade e entrega.
Senti-me a mudar por dentro a cada mês que passava. Fui ficando cada vez mais desperta para o que aí vinha. 
Consegui ir-me libertando das poucas certezas que me restavam, fui-me esvaziando e ganhando espaço.
Quando o meu bebé nasceu sentia-me vazia e disponível para ele, seria com ele que ia construir o nosso caminho, sem pré-indicações ou trajetos pensados.
Com este bebé deixei que o amor, esse nobre sentimento, nos comandasse a vida. Recebi-o desta forma.
E eu tive de reestruturar tudo.
Ser mãe provoca-me muitas "dores de crescimento"... não fujo delas, sinto, choro e permito-me a sofrer com todas as pequenas alegrias.

"Não faz mal" passou a ser uma das frases que mais soa na minha cabeça, uma frase que me faz sorrir.

Novamente tive de me reinventar no meu papel de mãe.
Eu, mais do que mãe de quatro eu sou quatro mães.


"Não fosse um sentido de humor apurado
Que me faz viver um sonho acordado
Não via tão claro o sentido da vida
E tudo seria bem mais complicado."


letra de Carlos Tê para música dos Clã




Alexandra, Blog Viver Todos os Dias
Mãe de quatro:
Rita, 15 anos
Alice, 12 anos
Eva, 12 anos
Raul, 2 anos








©Vitorino Coragem para ©Viver Todos os Dias
Um bebé "grande" a mamar, absolutamente delicioso. Obrigada Alexandra!



(publicação original aqui: Mãe de quatro: Alexandra Silva )

Desejos de Mãe

30.4.15
Este ano tenho sido uma mãe muito dedicada por isso vou arriscar uma lista de desejos TOP para o Dia da Mãe, mas para facilitar a vida aos meus filhos (e do pai deles) peço tudo do mesmo sítio: Urban Outfitters
Se não der muito jeito... podemos ir almoçar ao vegetariano e dar um passeio à praia.
A mãe gosta!
Bom fim de semana a todas as mães, pais, filhos e "espíritos santos"...

Mãe Todos os Dias # Joana Brandão

30.9.14
A Joana Brandão caiu no caldeirão da poção mágica em pequena, tem uma speed invejável e um sentido de humor único, é uma excelente companhia e grande amiga do seu amigo.
A Joana é atriz, diretora de atores e encenadora. Já fez cinema e trabalha regularmente em publicidade, também deu voz a alguns personagens de filmes de animação e participou em várias séries e novelas. Nos últimos meses esteve em cena com a peça "8 mulheres" ao lado de sete outras ilustres atrizes e emocionou todos os que viram o monólogo "Coragem Hoje, Abraços Amanhã" um trabalho perturbador e comovente sobre as mulheres que estiveram presas pela PIDE no período antes da Revolução de Abril, nomeado 2º melhor texto teatro - Prémios SPA 2014, foi escrito, encenado e interpretado por Joana Brandão.
Casada desde 2007 com o arquiteto e artista multifacetado João Bucho, juntos têm dois filhos, o Lucas com 5 anos, a Violeta com 1 ano e um Cão-Voador que já se atirou de um castelo e se chama Bicho.
Planeiam ser felizes para sempre.
A Joana não tem propriamente um "dia tipo", tudo depende dos compromissos que tem, se há dias em que sai de casa com os miúdos ainda a dormir e só volta quando já estão deitados, noutros dá-se ao luxo de os deixar dormir até quererem e ficar na ronha até bem depois da hora aceitável para os deixar na escola. Um "tipo de dia" que gosta, não pode deixar de ter tempo: para os ir buscar cedo, passear no bairro onde vivem, passar pelo parque, contar-lhes histórias, jantar em família e depois de os deitar dedicar-se a um bom serão de namoro.
"Ser mãe é o melhor do mundo"
Não! Não é!
Não é, logo antes de o ser, quando queremos engravidar, não conseguimos (achamos que há algo de errado no nosso corpo) e todos nós dizem "não penses nisso!"
Não é, quando enjoamos.
Quando temos azia.
Quando ficamos com os pés inchados.
Quando deixamos de conseguir calçar os sapatos.
Quando temos que ginasticar o períneo a toda a hora, até a dormir!
Quando temos as hormonas loucas, choramos , enquanto os outros sorriem condescendentes.
Não é , naquele momento maravilhoso em que pegamos no nosso bebé pela primeira vez e pensamos: eu não vou conseguir educar este ser perfeito!
Quando sentimos o peito a rebentar de leite! (De leite!!! Eu dou leite!!!!)
Quando choramos porque o peito já não dá leite! (Merda! Já não dou leite!!!!)
Quando o nosso bebé chora e não sabemos porquê.
Não é, quando acordamos de duas em duas horas.
Quando o nosso bebé não dorme e quando o nosso bebé dorme muito!
Quando não conseguimos fazer nada porque temos o bebé ao colo.
Quando o bebé não está no nosso colo!
Quando sentimos que sobra tudo para nós e temos que fazer tudo por ele.
Quando outra entidade ousa tratar do nosso bebé.
Quando mudamos fraldas.
Quando nos sentimos ridículos por termos saudades do tempo em que eles usavam fraldas.
Quando eles dizem as primeiras palavras.
Quando eles não se calam e nós só queremos um segundo de silêncio para ouvirmos as ordens da nossa cabeça e nos lembrarmos da tarefa que estávamos a fazer.
Quando nos queixamos que não temos tempo para nós.
Quando temos tempo para nós e nos culpamos por não estarmos com eles!
Quando não temos uma saída à noite.
Quando saímos e olhamos de 5 em 5 min (2 em 2 vá!) para o telefone.
Quando nos zangamos com eles.
Quando eles estão zangados.
Quando nos orgulhamos de os ver crescer e tornarem-se independentes.
Quando eles crescem e acham que são independentes....

.... Ser mãe não é,de todo, o melhor do mundo! Mas, na verdade, não estou a ver nada melhor." JB
Obrigada Joana!
MÃE TODOS OS DIAS - Mulheres que gosto, que admiro. 
Um dia tipo ou um tipo de dia na vida destas Mães que me inspiram todos os dias.
Podem conhecer outras Mães Todos os Dias # Raquel Castro aqui e # Tânia de Brito aqui

Mãe Todos os Dias # Tânia de Brito

2.8.14
A Tânia é atriz, professora de teatro e animadora sociocultural. 
É casada com o Luís João, ator e diretor técnico do Teatro do Mar, para além de fazer parte da direcção da companhia. Ambos dão aulas nas Oficinas de Teatro no âmbito das Oficinas de artes cénicas do serviço educativo do Teatro do Mar. 
Podem saber mais sobre a Companhia aqui: http://www.teatrodomar.com/  https://www.facebook.com/teatrodomar?fref=ts
Para além disto é funcionária no serviço de educação na Câmara Municipal de Sines. Nas escolas de 1º ciclo dá aulas de Expressão Dramática entre todas as outras iniciativas que conceptualiza, organiza e dinamiza - dia da criança, férias átivas, festa de natal, espetáculo final do pré escolar e 1º ciclo do agrupamento escolas de Sines, etc. 
A Tânia e o Luís João têm três filhos - O Gaspar com 11 anos, a Salomé com 7 e o Crispim com 2.
Criaram há pouco tempo o KFK - Kanal dos Filhos do Kamnon , vejam mais aqui

 



"Ando a mil à hora :)No próximos dias tenho o espetáculo final que dirijo, coordeno e produzo que envolve 900 crianças e todos os adultos docentes e não docentes (1º ciclo e pré escolar). Já sou conhecida como Tânia La Féria :) AHAHAHAHAHAHAHHAHAAHE... ainda tenho o espetáculo dos meus alunos das Oficnas de Teatro do Teatro do Mar. Já foi dia da criança, umas jornadas onde fizemos uma apresentação, férias átivas, etc, etc, etc... uma trabalheira.Mas, eu e os meus estamos bons! O sol já espreita, já demos uns bons mergulhos neste mar imenso e aproveitamos as folgas o melhor que podemos.Morro de saudades vossas. O Luis estreia esta sexta feira em Santo André, na mostra de teatro. Não querem pensar e vir cá?"

Excerto de um email que a Tânia me enviou em Junho e que caracteriza, não um dia tipo mas um tipo de dia que ela tem...





A Tânia é das mulheres mais simpáticas que conheço, Enfrenta a vida com uma bravura tão grande como o seu sorriso. 
Tem energia e boa disposição que davam para mil. Canta, dança e põe os filhos (dela e dos outros) a mexer e a viver cada dia como se fosse único. 
Única é ela!
Tânia de Brito, 37 anos, Mãe de três filhos.
Dona de uma personalidade vincada, uns olhos expressivos e um estilo inconfundível.

Obrigada Tânia!


MÃE TODOS OS DIAS - Mulheres que gosto, que admiro. 
Um dia tipo na vida destas Mães que me inspiram todos os dias.
Fiquem a conhecer a primeira  Mãe Todos os Dias # Raquel Castro aqui


Mãe Todos os Dias # Raquel Castro

30.6.14
No início do mês de Maio a minha amiga Raquel Castro publicou no seu mural de facebook uma breve descrição de um dia tipo na sua vida, este post serviu-me de inspiração para uma nova série de publicações. MÃE TODOS OS DIAS - Mulheres que gosto, que admiro. Um dia tipo na vida destas Mães que me inspiram todos os dias.
Espero que gostem!

Raquel Castro, tem 37 anos e uma pinta maravilhosa! É realizadora e editora freelancer.
Casada com o Tó Trips - Dead Combo, têm dois filhos, o David com 4 anos e a Simone com 3 anos; Junta-se Alice, filha do Tó, com 12 anos, e fica completa esta bonita e inspiradora família. 


Como é o dia de uma mãe trabalhadora freelancer? 
9:15 - acordar e disparar da cama porque estamos atrasadíssimos para a escola. Vestir e dar pequeno almoço, programar no computador um episódio do Prof Baltazar e despachar tudo em 20 minutos, a minha especialidade dos últimos dois anos. Acordar o pai para levar a criançada à escola. 
Duche rápido e café duplo.
10h15 - reunião skype, responder a 3 mails. Ligar ao maridão para irmos tomar um café.
11h - ida rápida ao supermercado para abastecer o frigo.
11h30 - arrumar compras, exportar última versão de um trabalho, enviar.
12h45 - ginásio para uma aula arrasa glúteos, onde percebo que o mau jeito que dei por causa de um saco de supermercado demasiado pesado me impede de continuar. Banho turco para compensar.
15h - apresentação do festival para o qual fiz uns vídeos e uma das razões que me levou a dormir 4 horas na noite que passou.
17h15 - apanhar crias na escola. Parque, baloiços, bola e gelados.
20h - jantar em casa de amigas, pôr a conversa em dia e chegar a casa para os braços de um dos melhores homens que conheço, ouvi-lo tocar na varanda assim que chego à porta do prédio.
Está a ser assim hoje, será diferente amanhã. Trabalho há à fartazana no futuro próximo, depois logo se vê. Se não houver, invento. Se estou cansada? Estou. Mas adoro assim. Não trocava este lugar por nenhum outro.
Bom dia 

Raquel Castro



"David e Simone, Simone e David. Os mais belos nomes da história da minha vida. David, que significa “O Desejado”, porque é o primeiro e há muito que desejava ser mãe. Simone, “Aquela que Ouve”, um nome bonito e tão cheio de música quanto a própria Nina Simone, minha diva de eleição. Aquela que ouve também sou eu, que investigo Som e Paisagens Sonoras, primeiro para o mestrado, agora para o doutoramento. Sou realizadora e editora freelancer, gosto de contar histórias em vídeo, de juntar som com imagem e assim escrever o meu olhar sobre o mundo. Os meus trabalhos vão sendo depositados aqui www.vimeo.com/raquelcastro
Neste momento estou a braços com um projecto maior, a organização do Invisible Places Sounding Cities (www.invisibleplaces.org), que será em Julho durante os Jardins Efémeros, em Viseu. Depois, finalmente, vêm as férias.
Raquel Castro, 37 anos, mulher e mãe."

 
Muito Obrigada Raquel.